O edifício onde será construído o Centro de Formação do Professor (CFP) estava movimentado. A proximidade das eleições exigia trabalho dobrado. Eram 16h36 quando um Astra preto com insufilme encostou ao lado da obra. De longe, não consegui identificar o motorista, porém, a porta se abriu e era o prefeito Silvio Félix (PDT) - que vinha dirigindo seu carro particular. Do seu lado, a secretária. Ele desceu apressado, cumprimentou-me e fomos para dentro da obra, já que a matéria era sobre o atraso na entrega do Museu da Jóia Folheada - que fica ao lado do CFP. No entanto, ele fez questão de visitar os dois prédios.
No CFP, já havia um grupo grande de assessores e dois secretários - de Obras e Meio Ambiente - aguardando o chefe do Executivo. Félix insistentemente fazia referência às suas viagens à Europa para comparar detalhes das obras que estavam sendo feitas. No teatro, ele pediu mais lugares. “Isso aqui tem que ficar semelhante ao Teatro Vitória, acho que dá para aumentar um pouco”.
Ainda no prédio, o prefeito subiu ao segundo andar, onde era para ser o gabinete do prefeito no Paço projetado há alguns anos. Ele não falou muito. Aproximou-se da janela, cumprimentou algumas pessoas que faziam caminhada, virou-se para os assessores e disse: “Isso aqui vai ficar chique”.
Félix andava pela obra sempre cobrando modificações, sem se preocupar muito com o custo. Uma janela que já estava com as esquadrias colocadas foi o primeiro alvo do prefeito. “Acabei de ter um idéia. Quero que aqui seja feito um vitral. Vamos reproduzir obras de artistas mortos de Limeira”. Os empreiteiros torceram o nariz.
Na saída, Félix foi parado por duas pessoas. Elas perguntaram ao prefeito o que iria ser feito com relação à hípica, já que no local há um programa para crianças com necessidades especiais que estão sem onde ficar devido à interdição de um barracão. Félix olhou para os lados, chamou a secretária e pediu para ela anotar o recado.
Henry Villela, repórter do Jornal de Limeira
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