O governo não conseguiu aprovar a prorrogação da CPMF. O Senado fez sua parte - ao contrário da subserviência da Câmara (a Federal, não a de Limeira...). Sem entrar no mérito do destino dos recursos, vale ressaltar um efeito positivo da contribuição, agora fadada à morte: permitir a fiscalização de renda.
Talvez não fosse a CPMF a pior das contribuições. O fato é que, na política, vale o momento. E a CPMF acabou sendo a "bola da vez" num País onde a carga tributária está entre as mais elevadas do mundo, onde a desigualdade social ainda é gritante e onde os gastos públicos explodem. Não tinha jeito, sobrou para a CPMF.
O risco agora é o que virá por aí. Já se fala em aumento de impostos e contribuições em 2008 - o que é previsível no atual cenário. Politicamente, o fim da CPMF foi um duro e necessário golpe para o governo. Economicamente, pode ter "cutucado a onça com vara curta"...
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
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